Muitos profissionais relaxam quanto à proteção pessoal porque a empresa oferece seguro de vida coletivo. A intenção é boa, mas a lógica é incompleta.
O seguro coletivo da empresa tem três limitações estruturais: o capital costuma ser modesto (entre 12 e 24 salários), a cobertura termina no momento do desligamento e as condições podem mudar a cada renovação contratual.
Trocar de emprego, ser desligado ou pedir demissão significa perder a apólice. E a tentativa de contratar um seguro individual aos 50 anos, com algum diagnóstico no histórico, costuma ser muito mais cara — quando viável.
O seguro individual resolve essas três questões. O capital é dimensionado pela necessidade real da família, a apólice acompanha a vida do segurado independentemente de vínculo empregatício e as condições contratadas se mantêm.
A combinação ideal é tratar o coletivo como uma camada adicional gratuita ou de baixo custo, e o individual como a base permanente da proteção familiar. Eles se somam, não se substituem.
