Todo aniversário de contrato traz a mesma tensão: o índice de reajuste do plano empresarial. Compreender como ele é formado é o primeiro passo para negociar com base em dados, não em reação.
O reajuste de planos coletivos com até 29 vidas segue o pool de risco da operadora — um índice único aplicado a todos os contratos da faixa. Já contratos com 30 vidas ou mais têm reajuste calculado pela sinistralidade do próprio grupo.
Sinistralidade é a relação entre o que a seguradora pagou em atendimentos e o que recebeu em mensalidades no período. Acima de 70%, o reajuste tende a ser elevado; abaixo de 60%, há margem para conter o aumento.
Some-se a isso a variação por mudança de faixa etária dos beneficiários e a variação de custos médicos (VCMH), que reflete a inflação específica do setor de saúde — historicamente acima do IPCA.
Na hora de negociar, peça à corretora o relatório técnico completo: sinistralidade dos últimos 12 meses, distribuição de uso por categoria e ranking dos maiores utilizadores. Esse é o documento que dá poder à conversa.
Quando o reajuste vier acima do esperado, três caminhos costumam funcionar: redesenho do plano (rede mais enxuta ou coparticipação), migração para outra seguradora ou negociação de parcelamento do impacto.
