Profissionais liberais carregam um risco financeiro raramente discutido: a renda depende inteiramente da capacidade de exercer a profissão. Um afastamento de 30, 60 ou 90 dias significa receita zero — sem auxílio-doença, sem férias remuneradas, sem rede de proteção automática.
É exatamente esse vácuo que o DIT (MAG) e o SERIT (Seguros Unimed) cobrem. São produtos que pagam uma diária ou renda mensal contratada enquanto o segurado estiver impossibilitado de trabalhar por doença ou acidente, mediante atestado médico.
O capital é dimensionado a partir da renda comprovada. A regra geral permite contratar entre 60% e 80% da renda mensal líquida, com pagamentos a partir do 8º, 15º ou 30º dia de afastamento, conforme a franquia escolhida.
Quanto menor a franquia, mais caro o prêmio. Para profissionais com reserva financeira razoável, optar por franquia de 30 dias e capital maior costuma ser mais eficiente.
A profissão pesa muito no cálculo. Cirurgiões, dentistas e profissionais com exposição a esforço físico têm prêmios maiores; advogados, contadores e consultores têm prêmios menores. Vale solicitar cotação específica para o seu CBO.
Diferente do INSS, esses produtos não exigem perícia previdenciária. O laudo do médico assistente, somado a documentação clínica, costuma ser suficiente para liberar o benefício.
Para a maioria dos liberais autônomos, o DIT/SERIT é o seguro mais subestimado e mais necessário. Vida e saúde protegem família e tratamento; o DIT protege o que mantém tudo isso de pé: a sua capacidade de gerar renda.
