Toda proposta de plano de saúde traz três siglas que poucos contratantes entendem com clareza: carência, CPT e DLP. Ignorá-las é o caminho mais curto para frustração no momento em que você mais precisa do plano.
Carência é o tempo mínimo entre a contratação e o direito de uso de cada cobertura. Consultas costumam liberar em 30 dias, exames simples em 90, internações e cirurgias em 180, e parto em 300 dias. Esses prazos seguem limites máximos definidos pela ANS.
CPT (Cobertura Parcial Temporária) é aplicada quando o contratante declara uma doença ou lesão preexistente. Por até 24 meses, procedimentos de alta complexidade ligados àquela condição ficam suspensos. Demais coberturas permanecem normais.
DLP (Declaração de Saúde) é o questionário inicial. Omitir informações pode parecer atalho, mas configura fraude e pode levar à perda do plano sem devolução de valores. O caminho honesto é declarar e negociar a CPT correspondente.
Em contratos empresariais a partir de 30 vidas, é comum a isenção total de carências e CPT. É um dos motivos pelos quais migrar do PF para o PME, quando há estrutura para isso, costuma valer a pena.
Antes de assinar, peça ao corretor a tabela completa de carências da seguradora escolhida. Esse documento evita 90% dos atritos posteriores entre beneficiário e operadora.
